31 frases de Djamila Ribeiro sobre racismo, feminismo e outros temas

"Como negra, não quero mais ser objeto de estudo, e sim o sujeito da pesquisa."

Os pensamentos e frases de Djamila Ribeiro, sejam em seus artigos, livros ou entrevistas, buscam abordar principalmente temas como racismo, desigualdade, diversidade, entre outros temas temas fundamentais para a sociedade.

Djamila Taís Ribeiro dos Santos (mais conhecida apenas como Djamila Ribeiro) é uma filósofa e escritora brasileira, sendo um dos principais membros do movimento feminismo negro do país.

Confira algumas das melhores citações dela e se inspire e também reflita!

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Frases de Djamila Ribeiro

Menina Negra - Frase de Djamila Ribeiro

Veja abaixo uma seleção com diversas frases de Djamila Ribeiro que, assim como as frases de Chimamanda Ngozi Adichie, abordam principalmente sobre como a mulher ainda é tratada em nossa sociedade.

Os pensamentos a seguir são de entrevistas, artigos e também do livro “Quem tem medo do feminismo negro?”!

  1. Minha luta diária é para ser reconhecida como sujeito, impor minha existência numa sociedade que insiste em negá-la.
  2. A gente luta por uma sociedade em que as mulheres possam ser consideradas pessoas.
  3. Opiniões vazias sobre questões tão sérias, por si só, podem até não matar, mas com certeza ajudam a apertar o gatilho ou pulam o cadáver no chão.
  4. Aqui no Brasil, como se criou esse mito da “democracia racial”, de que todo mundo se ama e todo mundo é legal, muitas vezes o próprio sujeito negro tem dificuldade para entender que nossa sociedade é racista.
  5. Na minha jornada de me descobrir negra adotei novos ídolos e principalmente novas ídolas, quando vi que na pirâmide social a carne da mulher negra nem chega a ser a mais barata, porque ela é considerada podre. Não somos humanas.
  6. O feminismo deve contemplar todas as mulheres, é necessário perceber que não dá pra lutar contra uma opressão e alimentar outra.
  7. O falar não se restringe ao ato de emitir palavras, mas de poder existir.
  8. Não se pode ter seletividade quando o assunto é o combate ao machismo.
  9. Se eu luto contra o machismo, mas ignoro o racismo, eu estou alimentando a mesma estrutura.
  10. Como negra, não quero mais ser objeto de estudo, e sim o sujeito da pesquisa.
  11. O não ouvir é a tendência a permanecer num lugar cômodo e confortável daquele que se intitula poder falar sobre os Outros, enquanto esses Outros permanecem silenciados.
  12. Numa sociedade como a brasileira, de herança escravocrata, pessoas negras vão experienciar racismo do lugar de quem é objeto dessa opressão, do lugar que restringe oportunidades por conta desse sistema de opressão. Pessoas brancas vão experienciar do lugar de quem se beneficia dessa mesma opressão. Logo, ambos os grupos podem e devem discutir essas questões, mas falarão de lugares distintos.
  13. Os padrões de beleza são totalmente nocivos para a construção da autoestima da criança negra e por isso é importante outros referenciais, entender que pessoas negras também pensam o mundo e que fazem parte da construção da sociedade.
  14. A gente precisa mexer nas estruturas para conseguir, de fato, garantir oportunidades mais iguais para a população negra.
  15. As pessoas brancas passam a vida inteira sem ter um professor negro e nem sequer se incomodam com o porquê disso. Quando eu estava no mestrado e era a única pessoa negra da turma toda. Ficava muito incomodada, mas os outros achavam que tudo era normal.
  16. Não dá para falar em consciência humana enquanto pessoas negras não tiverem direitos iguais e sequer forem tratadas como humanas.

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  1. O racismo aliena porque é difícil bancar ser negro em um país racista.
  2. Ser negro não é condição inerente para ter consciência sobre racismo, assim como ser mulher não é condição inerente para saber sobre o machismo.
  3. No Brasil há uma resistência em se discutir de fato o que é racismo.
  4. O racismo está tão naturalizado no Brasil que as pessoas não percebem o quanto ele é violento. O sujeito negro que reclama ainda é visto como “o que se faz de vítima”, “aquele que está vendo coisa onde não tem”. O racismo está em tudo. Não existe nenhum espaço livre de racismo na sociedade.
  5. Até quando utilizarão o humor como desculpa para comentários racistas? Quem olhará pela menina negra que odiará seu cabelo por causa das piadas? Quem lucrará a gente já sabe.
  6. A gente tem que ser forte porque as oportunidades não são iguais, porque a realidade é muito violenta. A mulher negra também tem o direito de ser frágil e de não ter que carregar o mundo nas costas.
  7. As autoras e os autores que eu lia haviam me ajudado a recuperar o orgulho das minhas raízes. Reconfigurar o mundo a partir das perspectivas deles me ajudou a finalmente me sentir confortável nele.
  8. A invisibilidade da mulher negra dentro da pauta feminista faz com que ela não tenha seus problemas nem ao menos nomeados. E não se pensa em saídas emancipatórias para problemas que nem sequer foram ditos.
  9. Um dia, quando levava minha filha à escola, um grupo de adolescentes começou a rir do cabelo dela, o qual estava solto, lindo e com uma flor. Ela nem percebeu, mas eu me aproximei deles e disse calmamente: “estão rindo do que? O cabelo dela é lindo. Se eu voltar e vocês estiverem aqui, vou pegar um por um”. Claro que não faria nada disso, disse aquilo para assustá-los e consegui, mas ouvi críticas do tipo: “ah, mas só eram adolescentes brincando”. E eu me pergunto: quem se compadece da menina negra que terá sua auto estima aviltada? Da menina negra que desde cedo é ridicularizada?
  10. Como feminista negra, luto por uma sociedade sem hierarquia de opressão onde possamos ser respeitados na nossa humanidade e identidades.
  11. Na maior parte da minha infância e adolescência, não tinha consciência de mim.
  12. Rir de si quando se é distraído ou desastrado é uma coisa, mas por que raios eu deveria rir da minha pele ou do meu cabelo, como se fosse um defeito, em vez de partes lindas que me compõem? Por acaso ser negra é defeito? No olhar racista, é. Então, para ser aceita por ele, eu preciso rir daquilo que o incomoda, associar meu cabelo a produtos de limpeza, por exemplo.
  13. Ao quebrar a máscara, estamos atrás de novas formas de sociabilidade que não sejam pautadas pela opressão de um grupo sobre outro.
  14. Quando discutimos identidades, estamos dizendo que o poder deslegitima umas em detrimento de outras.
  15. Tudo o que aprendi na luta política do dia a dia e nas organizações em que atuei foi essencial para o meu crescimento e minha visão de mundo.

Agora que você viu algumas frases e pensamentos de Djamila Ribeiro, deixamos na tabela abaixo algumas indicações de livros dela que tratam dos mesmos temas e valem ser lidos não uma, mas várias vezes; confira!

Capa Livros de Djamila Ribeiro Onde comprar
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Quem tem medo do feminismo negro? Quem tem medo do feminismo negro? AQUI

Agora que você já viu diversos pensamentos e frases de Djamila Ribeiro, não deixe de conferir também uma seleção de frases de Michelle Obama, que narra a sua trajetória até virar Primeira-Dama dos EUA.